Quem participou da palestra de fotografia “Backstage Rock in
Rio 2011”
com a equipe de fotografia da Estácio, realizada ontem, na universidade Estácio
de Sá, Campus Niterói, no Centro, teve a oportunidade, por meio das fotos e
relatos dos palestrantes, de sentir como foi o clima do maior festival de
música do mundo, ou de reviver, no caso de quem esteve realmente presente no
festival. Além de ter tido uma aula de fotografia dada pelos palestrantes.
Com o objetivo de levar ainda mais a fotografia para o mundo
dos estudantes, o evento contou com a participação do coordenador da equipe de
fotografia da Estácio, o fotógrafo Marcus Vini, a editora chefe da equipe, a professora
Evlen Bispo, o fotógrafo da Estácio, Jorge Oliveira, entre outros.
A equipe de fotografia da Estácio, formada apenas por
professores, alunos e ex- alunos recém formados, trabalhou voluntariamente durante
todos os dias de festival, e por meio do banco de imagens “Getty Images”, onde é possível acessar as fotos da equipe, diversos países
como Portugal, Rússia, Inglaterra e Alemanha publicaram fotografias da equipe
em seus veículos de comunicação. O trabalho do grupo também ganhou destaque na
imprensa nacional, com fotos publicadas na revista Rolling Stone, no site da
MTV, entre outros.
Para a professora Evlen Bispo apesar da equipe não ter
recebido nenhuma ajuda financeira o grupo ganhou uma experiência única.
“Foi uma loucura, muita correria e todo mundo com muita vontade
de trabalhar. Apesar de ter sido um trabalho em que ninguém recebeu nenhuma
ajuda financeira, a experiência de estar lá foi muito maior do que salário, foi
única. A chance de produzir um portfólio incrível, tudo isso contou muito mais
para todo mundo”, avaliou.
O coordenador da equipe de fotografia da Estácio, Marcus
Vini deu uma entrevista para o blog da Priscilla Aguiar.
PA - Como surgiu a
ideia de montar uma equipe de fotografia da Estácio?
Marcus – Na
verdade eu soube que ia ser formada uma equipe de fotografia de pessoas ligadas
a Estácio, e logo assim que soube me voluntariei, mas não imaginava que ia ser
escolhido como coordenador. Fiquei muito surpreso e assustado quando me
chamaram.
PA – Interessados de
todos os campi puderam se candidatar para fazer parte da equipe. Como foi feita
essa seleção?
Marcus – Analisei
criteriosamente o portfólio de cada um, depois convoquei alguns para
entrevistas e escolhi os melhores. Sofri um pouco de pressão para reduzir a
equipe, mas no final eu levei todos que havia escolhido.
PA – O que a equipe
procurou mostrar através das fotos?
Marcus – Procuramos
contar o que se passou no festival como um todo. Não nos prender somente no
palco, mas tentar pegar as expressões das pessoas, mostrar a diversidade, como
as pessoas se vestiam, se pintavam, as atrações, os pequenos detalhes.
PA – Você tem alguma
foto preferida?
Marcus – Eu gosto
muito de todas as fotos, mas tem uma que é especial, a foto do Daniel Ferrentini,
em que ele conseguiu tirar uma foto aérea nortuna, no final do show da Shakira
em que aparece todo o festival e uma queima de fogos. Essa foto foi única e
provocou bastante comentário entre os fotógrafos.
PA – Aconteceu algum
fato curioso?
Marcus – Sim, um
fato bastante curioso que aconteceu foi que um senhor português chegou na nossa
sala e perguntou: quem é Estácio? Eu expliquei que era uma instituição de
ensino, que a gente era uma equipe, enfim, ele foi embora resmungando. Mais
tarde descobrimos que ele era fotógrafo de uma revista portuguesa, revista essa
que deixou de usar a foto dele para usar a da nossa equipe, aí nós entendemos o
motivo da raiva dele.
PA – O que foi o
festival para você?
Marcus – Muito
trabalho. Se alguém perguntar eu não lembro de nenhuma música, de nenhum show,
mas foi recompensador.
PA – A equipe tem
planos para o futuro?
Marcus – Sim,
claro. O Rock in Rio acabou, mas ainda temos muito trabalho pela frente. Temos
a intenção de fazer uma exposição que passe pelos shoppings do Rio.
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